Dia 19, 10 de março. A arte da citação
Li há dias um artigo de opinião que se resumia a um amontoado de citações.
Einstein dizia que... (é possível encontrar citações do génio da física para quase tudo)
Segundo Fernando Pessoa... (outro autor muito citável)
O meu pai diz que a citação é um argumento de autoridade - rege-se pela lógica 'se fulano disse é porque é verdade' - e que, como tal, não deve ser utilizado. Por outro lado, em muitos casos pode encontrar-se outro autor (ou até o mesmo...), igualmente conceituado ou habilitado, a dizer o oposto.
Devemos esforçar-nos por pensar pela nossa cabeça, não pela cabeça ou pelas palavras do outro, por muito respeito que nos mereça.
E não se deve citar nunca? Segundo o meu pai, só para refutar o que o citado disse ou escreveu.
Aqui não concordo inteiramente, sou um pouco mais humilde. Há citações, bem enxertadas, que emprestam força ou profundidade a uma ideia. Há casos em que outros já o disseram tão bem dito que merece ser repetido.
Claro que para que a citação seja eficaz temos de recorrer a ela com parcimónia e sentido de oportunidade. E não transformar os nossos textos em colagens de textos de outros, como esse caso quase patético que referi no início. Se respeitamos os autores, não devemos vampirizá-los em nosso benefício. Mas, sobretudo, importa respeitar-nos a nós próprios e preferir as nossas ideias às dos outros.
Einstein dizia que... (é possível encontrar citações do génio da física para quase tudo)
Segundo Fernando Pessoa... (outro autor muito citável)
O meu pai diz que a citação é um argumento de autoridade - rege-se pela lógica 'se fulano disse é porque é verdade' - e que, como tal, não deve ser utilizado. Por outro lado, em muitos casos pode encontrar-se outro autor (ou até o mesmo...), igualmente conceituado ou habilitado, a dizer o oposto.
Devemos esforçar-nos por pensar pela nossa cabeça, não pela cabeça ou pelas palavras do outro, por muito respeito que nos mereça.
E não se deve citar nunca? Segundo o meu pai, só para refutar o que o citado disse ou escreveu.
Aqui não concordo inteiramente, sou um pouco mais humilde. Há citações, bem enxertadas, que emprestam força ou profundidade a uma ideia. Há casos em que outros já o disseram tão bem dito que merece ser repetido.
Claro que para que a citação seja eficaz temos de recorrer a ela com parcimónia e sentido de oportunidade. E não transformar os nossos textos em colagens de textos de outros, como esse caso quase patético que referi no início. Se respeitamos os autores, não devemos vampirizá-los em nosso benefício. Mas, sobretudo, importa respeitar-nos a nós próprios e preferir as nossas ideias às dos outros.
Comentários
Enviar um comentário