Dia . Poema de António Barahona
XIV
para o Shaykh Mussa Adam
O meu professor de árabe é relojoeiro,
mecânico, arquitecto
O meu professor de árabe é um arquétipo,
um arco-íris muito direito com as côres esmaecidas
Na primeira lição consertava um relógio dentro d’água
na segunda lição abençoava uma bicicleta
na terceira lição plantava uma casa
na quarta lição o meu professor era um polígono
na quinta lição uma estrêla de cinco pontas
na sexta lição rapava a cabeça
na sétima lição mandou-me enterrar um cão morto
na oitava lição sentou-se e ensinou-me a teoria/ na nona lição e seguintes a practica de cada dia
Sawa-Sawa, Moçambique
Ramadhan de 1939, Outubro de 1973
[na ortografia original do autor]
para o Shaykh Mussa Adam
O meu professor de árabe é relojoeiro,
mecânico, arquitecto
O meu professor de árabe é um arquétipo,
um arco-íris muito direito com as côres esmaecidas
Na primeira lição consertava um relógio dentro d’água
na segunda lição abençoava uma bicicleta
na terceira lição plantava uma casa
na quarta lição o meu professor era um polígono
na quinta lição uma estrêla de cinco pontas
na sexta lição rapava a cabeça
na sétima lição mandou-me enterrar um cão morto
na oitava lição sentou-se e ensinou-me a teoria/ na nona lição e seguintes a practica de cada dia
Sawa-Sawa, Moçambique
Ramadhan de 1939, Outubro de 1973
[na ortografia original do autor]
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